Numa semana em que se inicia, finalmente, o campeonato para os juvenis da A.D.Grijó, disponibilizamos aqui uma entrevista realizada ao treinador principal, Joaquim Silva.
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| Joaquim Silva |
1 - O que pensas das novas condições do complexo desportivo de Grijó?
R: O complexo desportivo de Grijó, neste momento, apresenta-nos todas as condições necessárias para efectuar um bom trabalho a nível de formação.
2 - Como perspectivas a época que está a iniciar-se? O objectivo é subir de divisão?
R: Estou um pouco desiludido, porque com as novas condições do complexo desportivo estava à espera que aparecessem mais jogadores, acrescentando, assim, mais qualidade àquela que já existe. Por este motivo, os objectivos desta época passam por andar nos primeiros lugares.
3 - Qual pensas ser o sector da equipa que poderá apresentar maiores dificuldades?
R: O sector neste momento que mais me preocupa e que tem de ser mais trabalhado é o meio campo, principalmente o sector ofensivo.
4 - Que clubes poderão ser considerados os maiores rivais dos juvenis do Grijó para a presente época?
R: Apesar de ainda não conhecer muito bem todas as equipas rivais, uma vez que descemos de divisão, considero que em princípio serão o Oliveira do Douro, que desceu também de divisão, o Valadares, o Coimbrões e o nosso eterno rival, o S. Félix da Marinha.
5 - Em termos de ambições pessoais, o que pretendes para a tua carreira de treinador de futebol? O que tens satisfaz-te ou pretendes algo mais?
R: Há cerca de 10 anos que sou treinador no Grijó (3 como adjunto e 7 como treinador principal) e durante estes anos já vivi grandes emoções, umas boas e outras más. Felizmente a maioria dessas emoções foram boas. O ponto mais alto foi quando em 2006/2007 fomos campeões de série e campeões da segunda divisão distrital de juvenis. Foi o fruto colhido depois de um trabalho efectuado com aquele grupo ao fim de três anos e que me deixa bastante orgulhoso, porque até à data poucos foram os que conseguiram realizar tal proeza no clube. É claro que este trabalho não é só mérito meu, mas também de todos aqueles que me acompanharam, desde o meu adjunto da altura (Carlos Couto), da secção (Sr. Joaquim silva, Sr. Acácio e o Sr. Soares) assim como dos jogadores. Foram um excelente grupo de trabalho e de companheirismo.
Apesar de em poucos anos de carreira já ter conseguido alguns feitos importantes, não me dou por satisfeito. Pretendo alcançar ainda muito mais. Claro que para isso preciso que me deixem trabalhar e não me cortem as “asas”. Facto que já aconteceu quando depois de sermos campeões, não me deixaram continuar a efectuar o bom trabalho que tinha vindo a desenvolver com a equipa. Apesar do que me fizeram, eu continuo sempre a servir o clube de alma e coração porque, ao contrário de muitos, não o faço por interesse mas por amor ao clube. E sei do meu valor melhor que qualquer um, mesmo que queiram passar o contrário. A prova disso está nos resultados do meu trabalho. Ambiciono como qualquer treinador chegar ao ponto mais alto da formação, ou seja chegar a treinar a secção de Juniores.

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